Anjinha? Usava saia rodada e sandália de pelica. Pedia licença ao entrar no bar, mas deixava os copos suados e os homens trocando alma por um beijo.
No fim, o botequim ficava vazio, o chão coberto de cinzas e aleluia. E ela sumia no beco, cantando baixinho: os sacanas anjinha ou diabinha
Na boca de um, ela era um doce impossível. No olhar do outro, um veneno que sorri. Anjinha